É com pesar que eu escrevo - pra mim mesmo - pra oficializar o termino deste blog.
Acho que deveria ter pelo menos um post final, pra, sei la... Sei la.
It just feels wrong not to finish it properly I suppose.
É que o que eu gostaria de ter escrito aqui nos ultimos meses nao poderia ser exatamente lido pelas pessoas. E tem muita gente conhecida minha que le meus posts, com pensamentos muito intimos que poderiam me comprometer no sentido de ter de me explicar ou elaborar melhor as ideias pra não causar confusão. Mesmo o blog sendo meu e eu tendo a liberdade de fazer o que quiser dele, todo esse transtorno esta bloqueando a minha capacidade criativa uma vez que eu tenho que escrever com cautela.
Talvez agora eu abra um blog secreto de nome menos pretencioso cujo enderço não irei divulgar e que seja virtualmente impossivel de, se visto por alguem ai, ser relacionado diretamente à mim.
Outra razão talvez ainda mais expressiva seja porque sinceramente eu não tenha conseguido mais me conectar comigo mesmo. Temo que nunca estive tão perdido dentro de mim mesmo, acrescido de culpa.
Tenho tido duvidas quanto a minha capacidade de escritor e estou bastante autodepreciativo em todas as esferas da minha personalidade. Me sinto um tanto quanto forjado e batido, sem razões. Me sinto um velho que ora reclama e ora relembra historias.
Entretanto, antes que isso se torne um post, vou aproximar o ponto final final.
É preciso.
Adorei ter escrito aqui por tanto tempo. Quem sabe o provavel sucessor deste terá uma vida mais longa.
Obrigado a todos que me leram aqui!
Beijão do coração!
Vou sentir saudades!
Guilherme Packer.
Thursday, October 29, 2009
às
11:16 AM
Monday, October 19, 2009
Last night I dressed head to toe love - you.
It rained as much as I cried myself to sleep, missing our magical love-built, unique world.
Missing the unspoken, yet in the air loving words.
And I now believe love heals everything.
Baby, it was all pretend. I ain't loveproof!
Cuz I love you although I no longer have the right to.
But I love you.
Only with you I know how to be lovable.
Therefore, missing you makes me miss myself. My favourite self.
There's no line between you and me.
There is no "where I'm ending, you're beggining"...
We're both fading each other in & out.
às
9:19 AM
Saturday, August 01, 2009
Odeio aniversarios, anos novos, natais e qualquer data comemorativa, como os infinitos dias da terra, do mar, da arvore e da puta que pariu que nem cabem mais no ano. Porque são nesses dias que fica mais evidente para mim a que ponto absurdo chegamos ideologicamente e o quão ridículo pareceríamos na presença de um deus...
De qualquer forma, ao longo do post eu sutilmente irei sustentar o que estou dizendo com argumentos mais práticos do que filosóficos, mas, por agora, preciso dizer que tudo isso, todas essas datas, não passam de forjamentos cronologicos que tentam frustradamente determinar padrões no vazio paradoxalmente sem sentido que é a vida - ou como pessoalmente a vejo -, mas que na verdade acabam por potencializar a culpa que sentimos por não conseguirmos alcançar todos aqueles objetivos que consideramos essenciais para seguir em frente: adotar um estilo de vida mais saudável a partir do nosso aniversario, plantar uma arvore no dia da arvore, abraçar a familia no natal, esperar (sentado) por um feliz ano novo, comemorar (ou aproveitar para dormir, navegar na internet, viajar) os dias políticos dos nossos países sem nem mesmo entender porque eles existem...
Alias, como cereja nesse bolo de bosta que é o calnedário convenciondo, sugiro criar o dia sem data (se for criado, que seja chamado o dia do Guilherme, porque eu mereço crédito! Também tenho ego!). Me parece que seria muito mais efetivo termos um dia para nao pensar em nada. Um dia sem culpa no nosso ano, ou talvez até, como consequencia de nosso instinto contestador (RBD), dariamos um jeito de finalmente parar para pensar na vida...
Ironias e idealismos a parte, eu me pergunto se não deveriam já estar intrínsecas em nossas vidas diárias as ideias de precisarmos reflorestar o plamerda, amarmos uns aos outros, recomeçar, repensar e celebrar a vida (sim, esse é a suposta proposta dos aniversários!) dispensando então a necessidade que criamos de termos dias específicos para cada um desses assuntos.
às
4:07 PM
Thursday, June 18, 2009
às
5:44 PM
Saturday, June 06, 2009
oh my...
Not only I'm feeling extremelly hangovered, but the entire universe seems to be conspiring against me today. I'll have to get money out of my ass to pay for the material consequences that me and my classmates have caused.......... fuck fuck fuck
às
12:15 PM
Monday, May 18, 2009
Acho que a maior gap entre um post e outro desde o inicio, mas ta valendo... É só pra mim mesmo...
às
5:34 AM
Wednesday, October 29, 2008
Hoje eu odeio simplesmente tudo.
Mas odeio especialmente as mulheres, o ambiente academico brasileiro, as minhas escolhas tomadas, a minha comodidade, a minha falta de paz, a minha dispnéia, os meus tremores, a minha ansiedade, a minha mãe (mulher!), a minha falta de sorte, o meu desespero, a minha vergonha, o meu peso, o jeitinho brasileiro, a forma com que a evolução seleciona a vida, a vida mesmo.
às
5:45 AM
Saturday, October 11, 2008
Boys Talk
Today I got to talk to my far away living boyfriend on the phone. It does sound very cliché, but we have really so much in common - in fact, sometimes it can get even scary, cause it's like we're both having just those same weirdest thoughts only Carrie Bradshaw and gay guys are able to give. Seriously. Like today on the phone, we were discussing about our lives prime issues, random stuff, and we so totally have just the same conceptions about what a mature gay relationship should be like: glamorous at first, but also full of single life stuff that I think nobody should ever give up on (married, non married, "it’s complicated" status, WHATEVER), like travels, terrific parties, new experiences that makes us unique/singular individuals , cult life, crazy life...
So there was this special subject I want to discuss on today's post. Okay, it is yes heterophobic, so go on if you got the balls straight bitches, cause more than anybody I want you to read what I have to say cause I think its important.Like a couple of days ago I e-mailed my bf saying how my gay thing is striking my parents since I officially came out 4 months ago, and how pissed off I am: I were aware that they still didn't get it very well , after all they were in sort of a shock (totally understandable, we live in Brazil) but I was pretty sure at least my dad would try to be comprehensive and do some research on homosexuality in order to accept it better, he is a very intelligent, open man. He seemed to be respectful about my "condition", not that he mentioned anything, but at least I weren't thrown on the street or forbidden to leave the house, so that was something. Anyway, coming back from a trip from the beach, I did what I think it was best for us and started to talk about gayness, expecting him to say something to make me proud of him as his gay son. Instead, I had a rather disconcerting experience when he said that "when it comes to two "fairies" making up, he would never understand or accept it as normal. I don't have to mention how devastated I got at first, but then I started to feel real anger and showed to himself how ignorant and poor he was being, and even though he probably ignored what I said, I made it clear that if it weren't for the gay people in the world, he probably would be living in a much much worse world.
My bf then answered me back, and he said something really smart and truthful, that 98% of the declared gay friendly people are actually not 100% gay friendly after all. Okay, apart the very-non-scientific percentages, the essence of his statement is very real and I can guarantee it from what I have experienced as a homosexual so far! Even my parents who have known me my entire life, and have raised me and taught me important values, who are supposed to know me so much better than anybody else, apparently think that being the number one student in my classes, being a polite, well educated, visionary, proficient in Japanese and English and Spanish, (modest boy) are not enough simply because I am gay.
Although a lot of straight people are coming out as non homophobic persons, whether it's for trendy or whatever reasons, most of them are NOT truly catching the idea about the gay friendly thing! Nonsenses such as "I'm okay with gay people as long as they don't make up in front of me cause it's sick" or "I don't hate gays, I just don't need them around" makes me believe that we gay people are really evolved versions of human race, cause at least we're able - or technically most of us are - to accept what's different, and smart enough to proclaim ourselves what we understand the definition! Sweetie, now grown up talk here: you'll sound more intelligent saying you're not really gay friendly than if say you are gay friendly but don't like when two guys make up in front of ya. It sounds kinda inconsistent, you know. Kinda dumb, for the record. Being gay friendly means that someone is just as okay with gay people as with straight ones (a.k.a. EQUAL RIGHTS).
So if you're straight and gay friendly declared, give yourself a chance to be smart(er) (that sounds interesting, doesn’t it?) and think about what it's like to be a non homophobic person before raising the gay flag and act paradoxically, because actual straight gay friendly people is all the support we're aiming for since forever.
Oh, and one more thing for the straight girls who desperate wants a gay guy as a friend to talk over their pointless lives: honey, we're gays, not your pink diaries. Get over it already.
PS: baby, I miss you and I love you. We'll keep on rockin'!
às
6:04 PM
Thursday, September 04, 2008
Estou experienciando uma leitura interessantíssima. Eu já mencionei o livrou em um post passado, o procurei na net e o encontrei pra baixar em e-book. Como está em inglês, vou compartilhar uma passagem do prefácio traduzido por mim mesmo.
Em Janeiro de 2006 eu apresentei um documentário de duas partes no Canal 4 da televisão britãncia chamado “Raízes de todos os males?”. De início eu não gostei muito do título. A religião não é a raíz de todos os males, uma coisa nunca é raiz de tudo Mas eu fiquei maravilhado com a propaganda que o Canal 4 colocou nos jornais nacionais. Era uma imagem da skyline de Manhattan com a legenda “Imagine um mundo sem religião”. O que tinha a ver? As torres gêmeas do WTC estavam evidentemente presentes.
Imagine, com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine que não existam homens bomba, 11 de setembro, 7 de Julho, Cruzadas, caça às bruxas, Conspiração da Pólvora, divisão indiana, guerras de Israel e Paquistão, massacres sérvicos, croatas e muçulmanos, perseguição de judeus por estes serem “assassinos de Cristo”, problemas na Irlanda do Norte, assassinatos por honra, televangelistas em ternos e com cabelos brilhantes de gel persuadindo pessoas inocentes para roubar-lhes dinheiro (“Deus quer que você doe até que te doa!”). Imagine que não haja Taliban para explodir monumentos antigos, execução pública de “blasfêmicos”, chicotadas em mulheres por estas mostrarem um centímetro de suas peles. Incidentalmente, meu colega Desmond Morris me diz que a música magnificente de John Lennon é às vezes tocada na América com a frase “and no religion too” de fora. Há até uma versão que tem a audácia de alterar para “and one religion too”.
Material de apoio:
Videos [em inglês britânico, não legendado]
Episódio Um - Deus, um delírio.
http://www.youtube.com/watch?v=I_1Gpt6d
http://www.youtube.com/watch?v=1PN45mQU
http://www.youtube.com/watch?v=KXJRxsnw
http://www.youtube.com/watch?v=xhIAdcUn
http://www.youtube.com/watch?v=76FgwKHf
Episódio Dois - O vírus da Fé
http://www.youtube.com/watch?v=VBDJgXOZ
http://www.youtube.com/watch?v=q5NG_B1g
http://www.youtube.com/watch?v=k4lo1V5O
http://www.youtube.com/watch?v=fZozd1lE
http://www.youtube.com/watch?v=ARUNqisI
Livro [em formato PDF, e-book] [torrent]
http://thepiratebay.org/torrent/3613747
Informações sobre o autor [Wikipédia]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Da
Debate na comunidade Homofobia Já Era iniciado por mim [orkut]
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=65754&tid=5242257096602264208&start=1
às
6:04 AM
Sunday, August 24, 2008
My gay club on lively!
às
9:47 PM
Marcadores: club, gay, homosexual homossexual, lively, lounge, madonna, music, second life
Saturday, August 23, 2008
Gays, não doem sangue!
Espero que entendam o que eu tenho a dizer. Me posiciono à favor da vida e inclusive sou estudante da área da saúde. Mas eu vejo que gays, proibidos legalmente de doar sangue, não devem mesmo o fazer. Eu seria suficientemente hipocrita se incentivasse gays a doarem sangue no Brasil e em todos os países que seguem a mesma linha. É como induzir um peru a comparecer à ceia de natal - simplesmente idiota.
às
4:12 PM
Marcadores: direitos humanos, discriminação, doação de sangue, gay, homofobia, homossexual, Homossexualidade, morte, preconceito
I hate weekends. I don't know why I still wait for it to come all week long.
I don't get to rest at all, I just get more bored than never. Bored and sad.
"What the hell is wrong with me?"
I keep asking this question and somehow I detect its not supposed to be happening this way, like if a conspiracy were going on.
Oh my God I can't fucking breathe properly anymore. I need to find another word for scary.
Am I mentally challenged or something? It would be very mean and disapoing that life strikes to be this way.
I am affraid to find out if I'm really going crazy or if life's actually a bitch, a disapointing sad waste of life.
Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiit, fucking shit. It's not anger anymore. It's despair.
How can someone go through all this and still be faithful and optimistic in the end?
I know that there are people in much MUCH worse conditions out there, but I don't wanna take them as references to live my creepy life satisfied and affraid of losing everything i have. I wanna take my shots, not regret in the future.
How do great people, you know, those who "change the world" in every way, how do they take risks and know what they want? It sounds not even challenging, but impossible to me.
I'm just realizing how superficial I've been in my last posts, and I just make such a big deal out of it. I'm ashamed of myself. Maybe, in the end, I'm just another illuded child.
às
2:53 PM
Wednesday, August 20, 2008
Saturday, July 26, 2008
Song for the moment: Violet Hill - Coldplay.
Have you ever felt like if you were too far away from achieving your dreams, your destiny?
Like if you had chosen the wrong way at some point of your existence and kept moving for a while believing you were in the right direction, but then you suddenly realize how mistaken you've been?
I have.
There's a quote in portuguese that says "even though nobody can go back on time and make a new beggining, everybody can begin now and make a new outcome". I guess I do believe in that. But I'm also starting to believe that the achievements i would've gotten by taking the right decisions when it was time will probably never happen through another way. After all, nobody can guarantee that "the new outcome" is going to be as good as or even better than the desired outcome.
It's sad and makes me feel not taken care of, not protected.
Right now I'm feeling so random, so ordinary, so attached to a life that does not belong to me. Many posts ago I mentioned about the discrepancy between my body and my soul. Everything around seems so surreal and nightmare-like. The emptiness, the shinelessness of the fake stars of the sky of everybody else's universe... Somehow I know I'm definetly not supposed to be here. What should I do??
And why in the world do I always keep a fake smile on my face when I want to cry out loud? What the hell am I fearing?
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Yeah, listening to Coldplay has always made me over reflexive. I'll take my ass to bed now, denatured readers. "When you feel so tired but you just can't sleep"
PS: Usually when i start writing about something, i develop my subject related conceptions during the writing process and not before it, as i imagine the good writers might do.
Thursday, July 10, 2008
Sinceramente eu já nao sei dizer se estou assim tao beyond da maioria das pessoas ou se eu (e)s(t)ou tao inflexivel ao ponto de estar cego às ideias alheias e já estar envenenado pelo meu ego. Ironicamente, pensar sobre isso faz de mim ao mesmo tempo humilde (por pôr em cheque os meus proprios valores ao questionar a situaçao) e pretencioso (por me enxergar como humilde e por ter o meu self como referência, atraves do qual chego a considerar a teoria da conspiraçao para tentar explicar o caos intelectoéticomoral que tenho experienciado).
Ultimamente tenho pensado muito sobre dissimulaçao, manipulaçao, vingança e todas essas coisas que poderiam me caracterizar como um sociopata psicotico se não fosse a minha real intençao de agir atraves destes comportamentos. Elaborando o que quero dizer, from what I've experienced so far, na idade adulta raras pessoas apresentam-se dispostas, conscientemente preparadas, para querer mudar/transcender/reavaliar "valores"/quebrar paradigmas utilizando-se da boa vontade ou do aprendizado pós-erro ou pós-derrota, porque aparentemente isso fere a ideia de livre arbitrio que muitos têm ou mesmo o orgulho pessoal da maioria. Posto de outro modo, aceitar voluntariamente a mudança, o novo, mesmo após a constatação de autenticidade, automaticamente faz com que contestemos o nosso sábio ego e vejamos o nosso "eu anterior" com desprezo ou vergonha (nao sei ao certo) tornando então a superação menos válida que a manutençao do orgulho ou pelo menos mais trabalhosa.
Atraves desta perspectiva, agir dissimuladamente surge como uma técnica indiscutivelmente inteligente e que saudável se com propositos essencialmente bons!
Partindo do pressuposto de que muito dificilmente você conseguirá fazer com que alguém mude sua posição sobre um determinado assunto que envolve conceitos complexos - e isto é um fato! -, e você tendo convicção sobre sua posição (o deve ser bem determinado!), é mais sabio que você utilize-se de técnicas "moralmente controversas e inusitadas" para conquistar o público alvo, fazê-lo alterar suas percepções de acordo com o que você julga correto, porque independentemente da nossa vontade o mundo está constantemente nesta guerra de idéias, e nada mais justo que cada um de nós que a toda hora somos submetidos às ideias forjadas, conquistemos o nosso espaço e passemos a jogar com os dados do sucesso.
PS: o final épico foi sem intenção... parece livro de auto ajuda!
às
1:25 AM
Tuesday, July 08, 2008
Estou postando o video de alguns documentarios que vi e achei interessante, so pra amenizar o clima... Eles apresentam alguns pontos de vista interessantes, mas claro que ao ver é necessario moderação. Soon I'll come up with another "post-cabeça", so, beloved readers, enjoy while it's time! E alguem comente por favor?
às
12:36 AM
Monday, July 07, 2008
Just a random day in my random life.
Fui dormir hoje às 4 da manhã, acordei as 7:30. Pensei que a consulta com o psiquiatra era às 10, mas de ultima hora vi na agenda que era às 9. Corri até lá e deu tempo. Antes não tivesse dado... Saí de lá em um misto de desapontamento & desesperança.
Sentado naquela cadeira, eu apenas observava todo o meu desgosto se materializando na minha frente - as frases batidas, o senso comum, o impronunciável, a pseudo-qualidade, o desapontamento, a tentativa de me surpreender tentando me "desvendar", o tratamento proposto, a comercialização da piada, as metáforas, o meu rosto ardendo e o meu corpo magro tremendo... Apenas agradeci, prometi ligar para marcar uma proxima consulta e saí rindo da minha própria desgraça! "Nunca mais" - pensei.
Como se fosse celebrar a ocasião de ter oficialmente atingido o fundo do poço com tanta suavidade, me dirigi à Bookstore&Coffeehaus da cidade e lá fingi procurar por um livro específico quando na verdade tudo que eu queria era prolongar o meu tempo fora de casa e aproveitar o clima e o ambiente cult. Anotei alguns livros e seus respectivos preços na agenda, mesmo sabendo que não irei comprá-los - adoro ler mas não compro livros por alguma razão.
Lá havia tanta coisa interessante, tanto conhecimento, tanta arte, tanto investimento. Um certo livro me chamou muito a atenção e então eu o selecionei para junto da pilha dos livros-que-nunca-irei-comprar, me dirigi a uma mesa, e pedi por um suco de hortelã com abacaxi. Bebi o suco pela metade pra não deixar a impressão de que estava morrendo de sede e só estava lá afim de ler sem precisar comprar. Fiquei folheando e lendo passagens do tal livro - Deus, um delírio -, e por um momento eu senti uma raiva sutil, porém intensa, de toda a sociedade envenenada pela inércia da ignorância e do medo, pela falta de coragem e pelo poder de falsos heróis. Foi uma raiva sincera e silenciosa que quase me fez chorar, mas há tempos desisti de me emocionar.
Reservei um livro para quinta-feira, mas mesmo que eu tivesse cash não iria até la despender.
Cheguei em casa, e todos estavam brigando. Sem ser notado subi para o quarto e comecei a escrever este post. O dia está lindo lá fora, a brisa está fresca e as pessoas sorrindo... Mas eu sei que nada mudou dentro de mim de verdade. Ah, se eu soubesse das coisas 3 anos atrás; se eu soubesse de que nada é pra sempre ou faz o menor sentido...
às
7:27 AM
Marcadores: comercialização, consulta, delírio, Deus, livros, psiquiatra
Friday, July 04, 2008
Escrevo e apago. Reedito. Salvo como rascunho.
Está na ponta da língua, mas de alguma forma estranha eu nao consigo racionalizar as mensagens, tampouco interligá-las para que, quando em texto, elas se façam entendidas.
Mas é como na Mecânica: o impulso é o mais difícil - daí vem a inércia e tudo fica mais fácil.
Hoje estive relendo o meu blog. Li todos os posts na tentativa de avaliar o meu auto-progresso e tentar me conhecer melhor, como tantas pessoas dizem-se capazes de fazer, e principalmente identificar os meus acertos e erros, mas eu absolutamente não faço a menor ideia do que tem acontecido. Parece que nem fui eu que vivi tudo aquilo. Bizarro!
Imagino se eu tenho algum bug cerebral ou pulei algum update durante a gestação visto que ao avaliar meus posts tive a impressao de que tudo aconteceu aleatoriamente, como se eu tivesse pego cada post de uma caixa de sorteio. Sera que sou eu ou a vida não faz o menor sentido MESMO?
PS: Psiquiatra na segunda. Como exatamente eu poderia pedir socorro pra ele sem depois ter que vestir uma camisa de força ou sofrer uma lobotomia?
às
9:32 PM
Marcadores: bug, cérebro, despersonalisação, lobotomia, personalidade, psiquiatra, sentido, Vida
Gostaria que, todas aquelas pessoas que já tenham opiniões desenvolvidas sobre assuntos referentes à homossexualidade, considerassem o texto a seguir para então manifestarem-se à respeito, deixando seus comentários – devidamente justificados e embasados, claro – e tendo o cuidado de evitar termos ou idéias que caracterizem o preconceito.
Acredito que muitos cidadãos sul-rio-grandenses desconheçam o fato de o estado do Rio Grande do Sul, desde 2004, ser o único estado brasileiro onde uniões civis de casais do mesmo sexo estão legalizadas, o que representa um grande passo no sentido dos direitos iguais para os homossexuais.
Como se sabe, as principais organizações mundias de saúde há decadas, não mais classificam o comportamento homossexual como anormal, perversivo ou mesmo como distúrbio. A psicologia também está estritamente desautorizada e ainda posiciona-se contra técnicas de conversão de homossexuais em heterossexuais.
A grande parte dos países europeus – Noruega, Finlandia, Suécia, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Escócia, Irlanda do Norte, Dinamarca, Suiça, Islandia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, entre outros – assim como o Canadá, África do Sul, Buenos Aires, Uruguay, Colômbia e 3 estados dos EUA (Califórnia, Iowa e Massachusetts) há tempos reconhecem e efetuam legalmente uniões civis homoafetivas, sendo que em alguns destes países os casamentos entre pessoas do mesmo sexo também podem ser realizados. Vale dizer que um dos objetivos previstos na Cosntituição da União Européia é o de os estados integrantes mostrarem-se favoráveis e suportivos aos grupos minoritarios, nos quais os homossexuais - muito menos lá do que aqui no Brasil! - mostram-se inseridos. Ser homossexual nestes países, hoje, surgeria como uma realidade distante, quase mesmo surreal, para milhões de cidadãos mundo a fora, os quais certamente teriam suas expectativas de sucesso na vida e contribuição social muito aumentadas se tivessem o apoio legal e social dos países onde vivem.
A análise sob tal perspectiva mostra que o nosso estado, mais uma vez, coloca-se a frente dos demais estados brasileiros, não só procurando imergir nas tendências éticas e sociológicas do mundo desenvolvido, mas sobretudo reconhecer que os homossexuais neste estado devem viver sob as condições menos preconceituosas possíveis. Entretando, está claro que há ainda muito a ser feito, como a aprovação da lei que criminaliza a homofobia (preconceito contra homossexuais) e políticas de conscientização da sociedade sobre orientação sexual.
É evidente que muitos cidadãos do Rio Grande do Sul discordem da decisão tomada pelo Estado, utilizando-se de idéias religiosas para justificarem-se e/ou ainda afirmando serem tais uniões um reverso e uma afronta à entidade familiar. Mas é importante lembrar que, apesar de cada um de nós estarmos inseridos em um contexto social, religioso e cultural, todos nós, cidadãos, temos o dever de evoluírmos enquanto seres humanos, procurando assimilar e talvez elaborar novos entendimentos sobre tudo aquilo que simplesmente temos aceitado em nossas vidas, muitas vezes forjadamente. Em outras palavras, desenvolva seu senso critico, aprenda a ver situações e atitudes atraves de outros angulos, afinal, como meu pai sempre diz “ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. Entenda o que é ser homossexual, e por mais que você tenha estereotipado esta figura, permita-se ir um pouco além de muitos e ao menos tentar entender que o amor mantém sua essência nas mais diversas formas de amar.
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Decepcionado. E muito. Não porque bastante gente não concorda com a união de homossexuais ou não consegue enxergar a normalidade da orientação sexual em questão - afinal é essencial que pessoas concordem e discordem sobre um determinado fato para que se fomente o senso critico das pessoas. Na verdade estou decepcionado/surpreso/incredulo diante de tantos suinos bipedes que parecem insistir em ignorar argumentos contrarios, mostrando-se infelxiveis nas suas opiniões referentes ao assunto, sendo portanto IGNORANTES, a pior sub-espécie dos Burros.
Ao publicar este texto em uma comunidade do orkut com elevado numero de participantes, pedi para que muitos destes mantivessem um nivel aceitavel de EDUCAÇÃO (visivelmente este é outro termo que muitos ainda desconhecem) para sustentar seus argumentos. Deve ter sido muito a ser pedido, aparentemente. Ao ler a resposta de algumas pessoas, i couldn't help but wonder se elas imaginam que há todo um universo academico distribuido ao redor do mundo, no qual se realizam pesquisas, eventos, análises e coletas de informação atraves de toda uma metodologia cientifica baseada na ética (outro conceito que deve surgir como bastante abstrato, acredito!) que, através dos seus milhares de resultados divulgados anualmente, nos mais diversos meios de comunicação disponíveis, inclusive no Brasil, configuram a HOMOSSEXUALIDADE como NORMAL. Tenho uma leve impressão de que não, nem de longe estas pessoas imaginam isso, ou pelo menos preferem afogarem-se nos seus oceanos particulares de ignorância & preconceito, uma vez que que todas elas são heterossexuais, e portanto maioria, e acham-se no direito de apresentarem (imporem) seus pontos de vista sem ao menos os racionalizar. Afinal, é no cérebro destas pessoas que a verdade absoluta e imutavel se encontra!
Quem são estas pessoas que não honram a estrutura que possuem dentro da cabeça e mesmo assim querem tomar partido de alguma coisa?
Em um tom desafiador, pedi para que tentassem ao menos SER COERENTES, porque o que é ANORMAL de verdade é não ser. E acrescentei que, em caso de dúvida, para que consultassem os seus psiquiatras ou um livro de patologia médica na biblioteca mais próxima de casa.
É inacreditavel, no sentido literal do termo, a incapacidade de interpretação de alguns seres "humanos". Bom, na verdade isto associado às opiniões fundamentadas em definições ultrapassadas, controversas ou ainda limitadas a determinadas crenças. O objetivo-chave de eu ter escrito sobre este assunto é (ou era) o de estimular aquelas pessoas que vêem a conduta e a persona homossexual através de estereótipos a reverem estes conceitos e darem-se o direito de acrescentar algo novo e positivo em suas vidas. EVOLUIREM. TRANSCENDEREM. Que fique claro que não preciso que ninguem ACEITE que a homossexualidade é correta, porque ela é, independentemente de lei ou religião qualquer, mas seria interessante se aqueles que não seguissem essa linha de raciocinio tentassem ao menos se explicar atraves de ideias inteligiveis. Ainda que ao final da discussão não tenham mudado de idéia, teriam pelo menos se esforçado para chegar la e ter aprendido a RESPEITAR e entender a amplitude da homossexualidade; enxergar que "ser homossexual" não se limita à atração sexual, mas também se estende ao campo afetivo e às vontades fundamentais que, acredito eu, todo ser humano tem - inclusive o de constituir uma familia.
Todos os mesmos jumentos ignorantes insistiam no nivel baixo de argumento e, cegos pela "sabedoria", começaram a articularem-se atraves de trocadilhos. Imaginem as perolas!!
Pedi para que deixassem de lado, pelo amor de Deus, essas associações metafóricas e analógicas para se justificarem, porque isso só refletia a falta de estimulo intelectual ("burrice", para que fique claro) pela qual eles mesmos eram culpados. E quanto aos nososs amiguinhos que se diziam apenas contra a adoção por casais homossexuais, porque "a criança sofreria preconceito na escola por parte dos coleguinhas e dos outros pais", falei para repensarem sobre o que escreviam, porque tal afirmação indica que o problema então NÃO É DOS CASAIS DE HOMOSSEXUAIS, E SIM DO PRECONCEITO POR PARTE DA COMUNIDADE HETEROSSEXUAL E DA SOCIEDADE INTOLERENTE E PREOCONCEITUOSA.
Thursday, June 12, 2008
The impression I always had that my life is pointless is still there.
Like if I had spent all my energy looking for something that has never been there for me. Like if nothing that have ever happened to me had a real purpose. All random stuff... All fake!
Life strikes to me so artificial and... yeah, artificial defines it well I guess.
Am I the only one thinking like that?
Are you all people part of my dream - better saying "nightmare" instead - in charge of getting me illuded, just to waste me inside?
I feel overrated and unappreciated at the same time. It would be way too philosophical to elaborate it here, but anyway... I just feel like that. Period.
The old sensation of having my time running and me not being able to do anything with it (anything valuable) just make things worse to me. I have forgotten how to take the first step, how to look up and restart my life, clean the mess and move on. Time is all i get now and still I have no energy left to rebuild my dreams or even picture myself happy in the future. What happened to me? Who am I?
às
8:54 AM