Friday, December 14, 2007

The bittersweet.


Posso parecer o defensor dos sete pecados capitais. Já disse que sou um grande humanista (logo, pecadista) e ja citei em algum poema por aí que os sete pecados capitais são o que fazem me sentir vivo, e também questionei a denominação de pecado para tais sentimentos/sensações - luxuria, inveja, ira, gula, preguiça, avareza, vaidade - já que, na verdade, não existe maior pecado do que privar-se de sentir-se vivo, segundo o meu ponto de vista. Não vou ficar resgatando aqui idéias já concluídas porque vai procrastinar demais o que eu tenho a escrever e eu sempre acabo esquecendo, e fica reduntande também... Eu me entendo...
Imagino que o antônimo de ignorância, essencialmente (ou não literalmente), é a inveja. Enquanto a primeira é a fonte de discórdia, do impulso vazio, a inveja é essencial para despertar as pessoas do contentamento, do conformismo. Todos temos inveja de "alguens". Quando já somos/estamos suficientes para nós mesmos, a inveja dissimuladamente nos desafia a superar uma outra pessoa a fim de que haja progresso, acumulação de conhecimento, experiências . Isso é o que contribui para a humanidade: progresso, conhecimento, experiência, desejo de sermos melhores. Sem nos darmos conta que estamos evoluindo através da inveja, corremos atrás do prejuizo e tentamos ser melhores aos olhos do mundo, e, "cegamente", aos nossos próprios olhos. Portanto, eu vejo a inveja como a energia motriz humana.
Claro que muitos passam a vida inteira tentando provar que são melhores em detrimento de outras pessoas, depreciando as qualidades da pessoa invejada para se sentirem melhores. Mas isso não é inveja, é burrice sem tamanho! Vai contra todos os princípios de alguém que busca o poder. Há uma cordilheira entre sentir-se melhor e ser melhor. "Desejo é desejo, o Sol não pode queimar e nem as ondas carregar..."

Com inveja,

Guilherme.