Just a random day in my random life.
Fui dormir hoje às 4 da manhã, acordei as 7:30. Pensei que a consulta com o psiquiatra era às 10, mas de ultima hora vi na agenda que era às 9. Corri até lá e deu tempo. Antes não tivesse dado... Saí de lá em um misto de desapontamento & desesperança.
Sentado naquela cadeira, eu apenas observava todo o meu desgosto se materializando na minha frente - as frases batidas, o senso comum, o impronunciável, a pseudo-qualidade, o desapontamento, a tentativa de me surpreender tentando me "desvendar", o tratamento proposto, a comercialização da piada, as metáforas, o meu rosto ardendo e o meu corpo magro tremendo... Apenas agradeci, prometi ligar para marcar uma proxima consulta e saí rindo da minha própria desgraça! "Nunca mais" - pensei.
Como se fosse celebrar a ocasião de ter oficialmente atingido o fundo do poço com tanta suavidade, me dirigi à Bookstore&Coffeehaus da cidade e lá fingi procurar por um livro específico quando na verdade tudo que eu queria era prolongar o meu tempo fora de casa e aproveitar o clima e o ambiente cult. Anotei alguns livros e seus respectivos preços na agenda, mesmo sabendo que não irei comprá-los - adoro ler mas não compro livros por alguma razão.
Lá havia tanta coisa interessante, tanto conhecimento, tanta arte, tanto investimento. Um certo livro me chamou muito a atenção e então eu o selecionei para junto da pilha dos livros-que-nunca-irei-comprar, me dirigi a uma mesa, e pedi por um suco de hortelã com abacaxi. Bebi o suco pela metade pra não deixar a impressão de que estava morrendo de sede e só estava lá afim de ler sem precisar comprar. Fiquei folheando e lendo passagens do tal livro - Deus, um delírio -, e por um momento eu senti uma raiva sutil, porém intensa, de toda a sociedade envenenada pela inércia da ignorância e do medo, pela falta de coragem e pelo poder de falsos heróis. Foi uma raiva sincera e silenciosa que quase me fez chorar, mas há tempos desisti de me emocionar.
Reservei um livro para quinta-feira, mas mesmo que eu tivesse cash não iria até la despender.
Cheguei em casa, e todos estavam brigando. Sem ser notado subi para o quarto e comecei a escrever este post. O dia está lindo lá fora, a brisa está fresca e as pessoas sorrindo... Mas eu sei que nada mudou dentro de mim de verdade. Ah, se eu soubesse das coisas 3 anos atrás; se eu soubesse de que nada é pra sempre ou faz o menor sentido...
Monday, July 07, 2008
às
7:27 AM
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