Thursday, July 10, 2008

Sinceramente eu já nao sei dizer se estou assim tao beyond da maioria das pessoas ou se eu (e)s(t)ou tao inflexivel ao ponto de estar cego às ideias alheias e já estar envenenado pelo meu ego. Ironicamente, pensar sobre isso faz de mim ao mesmo tempo humilde (por pôr em cheque os meus proprios valores ao questionar a situaçao) e pretencioso (por me enxergar como humilde e por ter o meu self como referência, atraves do qual chego a considerar a teoria da conspiraçao para tentar explicar o caos intelectoéticomoral que tenho experienciado).
Ultimamente tenho pensado muito sobre dissimulaçao, manipulaçao, vingança e todas essas coisas que poderiam me caracterizar como um sociopata psicotico se não fosse a minha real intençao de agir atraves destes comportamentos. Elaborando o que quero dizer, from what I've experienced so far, na idade adulta raras pessoas apresentam-se dispostas, conscientemente preparadas, para querer mudar/transcender/reavaliar "valores"/quebrar paradigmas utilizando-se da boa vontade ou do aprendizado pós-erro ou pós-derrota, porque aparentemente isso fere a ideia de livre arbitrio que muitos têm ou mesmo o orgulho pessoal da maioria. Posto de outro modo, aceitar voluntariamente a mudança, o novo, mesmo após a constatação de autenticidade, automaticamente faz com que contestemos o nosso sábio ego e vejamos o nosso "eu anterior" com desprezo ou vergonha (nao sei ao certo) tornando então a superação menos válida que a manutençao do orgulho ou pelo menos mais trabalhosa.
Atraves desta perspectiva, agir dissimuladamente surge como uma técnica indiscutivelmente inteligente e que saudável se com propositos essencialmente bons!
Partindo do pressuposto de que muito dificilmente você conseguirá fazer com que alguém mude sua posição sobre um determinado assunto que envolve conceitos complexos - e isto é um fato! -, e você tendo convicção sobre sua posição (o deve ser bem determinado!), é mais sabio que você utilize-se de técnicas "moralmente controversas e inusitadas" para conquistar o público alvo, fazê-lo alterar suas percepções de acordo com o que você julga correto, porque independentemente da nossa vontade o mundo está constantemente nesta guerra de idéias, e nada mais justo que cada um de nós que a toda hora somos submetidos às ideias forjadas, conquistemos o nosso espaço e passemos a jogar com os dados do sucesso.

PS: o final épico foi sem intenção... parece livro de auto ajuda!