Saturday, August 01, 2009

Odeio aniversarios, anos novos, natais e qualquer data comemorativa, como os infinitos dias da terra, do mar, da arvore e da puta que pariu que nem cabem mais no ano. Porque são nesses dias que fica mais evidente para mim a que ponto absurdo chegamos ideologicamente e o quão ridículo pareceríamos na presença de um deus...

De qualquer forma, ao longo do post eu sutilmente irei sustentar o que estou dizendo com argumentos mais práticos do que filosóficos, mas, por agora, preciso dizer que tudo isso, todas essas datas, não passam de forjamentos cronologicos que tentam frustradamente determinar padrões no vazio paradoxalmente sem sentido que é a vida - ou como pessoalmente a vejo -, mas que na verdade acabam por potencializar a culpa que sentimos por não conseguirmos alcançar todos aqueles objetivos que consideramos essenciais para seguir em frente: adotar um estilo de vida mais saudável a partir do nosso aniversario, plantar uma arvore no dia da arvore, abraçar a familia no natal, esperar (sentado) por um feliz ano novo, comemorar (ou aproveitar para dormir, navegar na internet, viajar) os dias políticos dos nossos países sem nem mesmo entender porque eles existem...

Alias, como cereja nesse bolo de bosta que é o calnedário convenciondo, sugiro criar o dia sem data (se for criado, que seja chamado o dia do Guilherme, porque eu mereço crédito! Também tenho ego!). Me parece que seria muito mais efetivo termos um dia para nao pensar em nada. Um dia sem culpa no nosso ano, ou talvez até, como consequencia de nosso instinto contestador (RBD), dariamos um jeito de finalmente parar para pensar na vida...

Ironias e idealismos a parte, eu me pergunto se não deveriam já estar intrínsecas em nossas vidas diárias as ideias de precisarmos reflorestar o plamerda, amarmos uns aos outros, recomeçar, repensar e celebrar a vida (sim, esse é a suposta proposta dos aniversários!) dispensando então a necessidade que criamos de termos dias específicos para cada um desses assuntos.

São por textos com idéias pessimistas/negativas assim que eu nunca agradarei um grande número de pessoas, e estou felizmente consciente disso. Não pretendo reunir pessoas que pensam semelhantemente a mim em nenhuma empresa (a.k.a. igreja) para, juntos, convencermos o mundo de que o mundo não tem jeito e que estamos à deriva cósmica. Até porque não gostaria de ser o responsável por ter jogado as mãos para o alto (e o quadril para o lado, como o Jack de Will & Grace) e ter desistido de tudo se eu estiver equivocado e realmente existirem propósitos e deuses disputando o mérito da vida.